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A internet se tornou um dos principais instrumentos de pesquisa para estudantes de todas as idades. Mas, se as informações não forem obtidas de forma consciente, o aprendizado pode ficar comprometido. Para ajudar os alunos a fazer os trabalhos de maneira correta, a analista de sistemas Maria Tereza Stancioli tem percorrido colégios de Belo Horizonte para ministrar palestra sobre o assunto. Na quarta-feira, estudantes da 7ª e 8ª séries do ensino fundamental do Colégio Bernoulli, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de BH, aprenderam que a investigação é o melhor caminho para garantir boas notas e o conhecimento da matéria.
“A maioria das pessoas não consegue se comunicar corretamente com os sites de busca. Elas jogam palavras genéricas e, assim, o retorno também é genérico. A informação, conseqüentemente, é frustrante e, dessa forma, o aluno copia, cola, imprime e entrega o trabalho ao professor sem ler”, diz Maria Tereza. Segundo ela, conteúdo e análise da informação encontrada devem andar lado a lado. “É como se fosse um jogo no qual dito as regras. É preciso pôr as palavras corretas no campo da busca, de acordo com o que o professor quer, analisar mais de um site e usar a ferramenta do pensamento: análise, comparação e conclusão. É durante esse processo de investigação que a criança estuda”, ressalta.
A analista, especialista em educação, lembra que, antes da internet, os livros eram a principal fonte de pesquisa. Os alunos tinham de ler e resumir para não copiar todo o conteúdo. Maria Tereza vê com preocupação os recursos disponíveis atualmente, que permitem a cópia das informações deliberadamente. “O objetivo das palestras é chamar as crianças e jovens a pensar, a duvidar e a esclarecer as dúvidas. E não ficarem passivas diante do que estão lendo.”
Aluno da 8ª série, David Israel de Carvalho Nascimento, de 14 anos, segue à risca muitos dos conselhos dados pela analista de sistemas. Para ele, a internet é uma grande companheira nas pesquisas escolares. “Pego as palavras-chave para achar o que preciso e seleciono o que me interessa pelo tema dos títulos e das primeiras frases que aparecem no resultado das buscas. Leio, analiso e depois formato o texto com minhas próprias palavras”, diz.
Cautela
A colega dele, Virgínia de Assis, de 13, também considera a web fundamental, mas não descarta outros métodos. “Na modernidade, usamos muito o meio eletrônico, pois ele tem um acervo muito grande. É meu primeiro recurso, mas como segunda opção uso os livros”, afirma. A garota conta que quando os colegas se reúnem para os trabalhos em grupo, mesclam conteúdos de diferentes sites e, então, põem a opinião no papel. Ela recomenda atenção: “Devemos desconfiar de alguns sites e tomar muito cuidado com a procedência das informações, dando preferência àqueles cujos autores são profissionais renomados”.
A palestra, que foi assistida também pelos estudantes da 5ª e 6ª séries, fez parte da II Semana do Livro e da Leitura do Colégio Bernoulli. De acordo com a bibliotecária Andreza Félix, a proposta visa sensibilizar os alunos sobre a importância da literatura, além das leituras obrigatórias exigidas pela escola. “É uma experiência ligada ao prazer e ao lúdico”, destaca. Entre as atividades, são promovidas oficinas de contação de histórias, exposição de trabalhos, intervenções literárias durante as aulas, exibição de filmes cujo roteiro é baseado em livros, além de apresentações musicais e culturais.
Mais informações e dicas de pesquisa podem ser encontradas no www.tereza.stancioli.nom.br.
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